Mötley Crüe: Mick Mars admite que banda usa fitas ao vivo

O guitarrista estadunidense MICK MARS [MÖTLEY CRÜE] foi o destaque do episódio do programa televisivo THAT METAL SHOW – apresentado por EDDIE TRUNK – da noite do último dia 3 de março. Mick, notório por não ser um grande apreciador do trabalho de relações públicas e todos os aspectos relacionados à divulgação do show business – não se fez de rogado e a conversa rendeu bastante.

O tema mais polêmico que tem rondado a carreira do Mötley Crüe desde 2005, que seria o uso de ‘backing tapes’ [material pré-gravado executado durante apresentações ao vivo] foi abordado pela primeira vez com um membro do grupo. Desde que a banda ‘voltou’ no fim de 2004, várias tem sido as ocorrências públicas e registradas em vídeo de episódios em que a banda ‘se atrapalhou’ com as fitas tocando ao fundo [ainda que não sejam necessariamente ‘fitas’ por definição], ou em casos nos quais o mecanismo arquitetado para executar tais trilhas apresenta problemas de funcionamento, pegando a banda de calças curtas.


De acordo com técnicos terceirizados por promotores de shows do grupo em diferentes cidades dos EUA, tais fitas seriam ‘dobras’ para deixar a sonoridade da banda mais encorpada, e apenas sublinham o que os músicos já estariam executando. Já roadies que trabalharam com a banda ao longo da última década afirmam que as fitas são parte fundamental do show da banda, e há quem chegue a afirmar que o roadie de Mick toca guitarra na coxia acompanhando o set list do começo ao fim.
Mars admitiu para Trunk que a banda faz sim uso de backing tapes, ainda que ressalte que tal manobra sirva mais como uma referência de marcação de tempo e tom, e concluiu: “Eu odeio isso. Nos deixa soando como Britney Spears.”

O guitarrista ainda revelou que já tem 6 músicas compostas para um vindouro lançamento solo, mas que ele pode simplesmente lançar um EP ou singles variados. Ele e o baixista da banda, NIKKI SIXX, acabaram de compor uma música nova para a banda, e que será lançada como single à ocasião do começo da turnê de despedida do Crüe que tem início em julho nos EUA. Ainda nessa turnê, além dos grandes sucessos do grupo, serão incluídas faixas mais obscuras do catálogo da banda, como “Bastard” e “Keep Your Eye On The Money”. Ainda comentando sobre a discografia pregressa da banda, ele reafirmou seu ódio pelos álbuns “Generation Swine” [1997] e “Theatre Of Pain” [1985], e que o autointitulado disco de 1994 do grupo é seu favorito entre todos seus trabalhos.
Falando sobre a doença que o aflige, o mal reumatológico Espondilite Anquilosante, Mick comentou que sente dor 24 horas ao dia, mas que quando está no palco, sua mente se abstrai da condição.

A entrevista deve ir ao ar no Brasil em breve.

Fonte: Playa Del Nacho

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