O BLOG PORTAL DO ROCK ENTREVISTA – BANDA KRUCIPHA

Curitiba, assim como várias regiões do Sul do Brasil têm marcado presença no cenário musical!

E a banda curitibana  KRUCIPHA não deixa por menos representando a região e o Brasil.

 Vamos conhecer um pouco mais a respeito da banda formada em 2009, que

ganhando destaque trouxe aos nossos ouvidos um som de qualidade envolvendo Thrash Metal Visceral com influências no Death, Groove Metal e Hardcore.

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krucipha

 

Portal do Rock : Sabemos que a banda KRUCIPHA deve ter respondido inúmeras vezes essa pergunta, mas considerando que são públicos diferentes, além de que estarão lendo pela primeira vez, aí vai a pergunta: como ocorreu em 2009 a idéia de formação da banda e qual a origem e significado do nome?

Fabiano Guolo: Eu, o Felipe Nester (bateria) e o João Ricardo (baixo) já havíamos tocado durante alguns anos numa banda tributo, mas chegou uma hora que isso já tinha “dado no saco”. Então, o Felipe veio com a idéia do Krucipha, inclusive a idéia do nome! Então não teve muito segredo em começar com nós três. À partir daí foi só completar o time. O Jgör (percussão) conhecia o Felipe e o João há bastante tempo também e sempre quis ter um projeto. Foi rapidamente integrado. Na época também recrutamos um outro guitarrista que gravou nosso EP e boa parte do nosso álbum “Hindsight Square One”, mas acabou deixando a banda depois de um tempo. Hoje o posto é ocupado pelo Luis Ferraz, com quem tínhamos amigos em comum e estava atrás de banda também! Caiu como uma luva!

O nome é exatamente o que a maioria dos apreciadores do som pesado brasileiro acha que é: uma referência ao “Sistemados pelo Crucifa”, do Ratos de Porão. Temos algumas similaridades nos temas das letras e essa coisa de referenciar algo brasileiro é muito forte na gente. Soou bem, é original, não é nenhum clichê em inglês… enfim, mudamos a grafia e assim ficou.

 

Portal do Rock: Quais as bandas de referência para Krucipha? Vocês possuem parceria com outras bandas?

Fabiano Guolo: Bom, dá pra citar bastante coisa: Sepultura, Soulfly, Cavalera Conspiracy, Nailbomb, Ektomorf, Machine Head, Lamb of God, Slayer, Slipknot… e por aí vai. Da pra colocar até Nação Zumbi na lista! Parceria a gente sempre firma com bandas locais e as vezes de outros estados. Atualmente estamos fazendo bastante correria com os caras do Division Hell, puta banda aqui de Curitiba que acabou de lançar material também. Vale à pena conferir.

 

Portal do Rock: No ano de 2010, o KRUCIPHA lança o EP “Preemptive Uproars”. Digam-nos como foi ver esse trabalho concretizado:

Fabiano Guolo: Pra mim foi surreal. Era a primeira vez que eu fazia este tipo de trabalho e cada etapa era superada com muito orgulho. Ver o EP confeccionado na sua frente foi emocionante.

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Portal do Rock: Entrando, em fevereiro de 2011 o Krucipha recebeu o prêmio de “Melhor música do gênero referente a 2010”, com a faixa “Afforddiction”, no 1º Prêmio Ivo Rodrigues, em Curitiba. Como foi recebida essa notícia?

Fabiano Guolo: Foi uma surpresa, especialmente porque a gente nem tinha estreado nos palcos ainda, então veio muito de repente. Mas claro que, além disso, foi muito bacana. A sensação de ter um trabalho recém lançado desta forma foi algo realmente surpreendente e gostoso.

 

Portal do Rock: Descreva a sensação, para a banda KRUCIPHA, ser atração dos festivais: Orquídea Rock Festival; River Rock Festival; Live Metal Fest Curitiba Edition; e ainda ter dividido o palco com Sepultura, Cavalera Conspiracy, Claustrofobia e Project46:

Fabiano Guolo: Estes festivais são uma das coisas que mantém o cenário aquecido, entende? Em SC, principalmente, esse lance é muito bacana, está cravado na cultura headbanger do estado. É muito interessante ver como as pessoas são itinerantes nestes fests. É super comum encontrar boa parte da galera que estava em um deles, em outro. Logo, é muito gratificante poder nos apresentar nestes eventos. O pessoal é sempre muito receptivo e caloroso, e dividir o palco com estes monstros aí é só o sinal de que sempre temos em quem nos espelhar e inspirar. Poxa, Sepultura e Cavalera são caras que estão aí arrebentando tudo desde que éramos moleques e tocávamos nossos primeiros acordes. Project46 e Claustrofobia são exemplos mais recentes de que a coisa ainda acontece, e muito bem. Ambos representam demais uma nova geração que sempre surpreende a gente.

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Portal do Rock : Falando do início, como foi a sensação de pisar no palco pela primeira vez?

Fabiano Guolo: Bom, o único que nunca havia se apresentado ainda com outras bandas era o Jgör, nosso percussionista. Mas tenho certeza que subir no palco pela primeira vez como Krucipha foi mais ou menos igual para cada um de nós: emocionante. Ver pessoas ali na frente apreciando um trabalho seu maturado durante 2 anos não tem preço.

 

Portal do Rock: A respeito do CD “Hindsight Square One”, como funcionou a fase de composição das músicas e qual a responsabilidade de cada integrante para a conclusão do todo?

Fabiano Guolo: O Felipe sempre foi o principal compositor. No começo ele já chegou com um conceito musical pré-moldado, com algumas faixas semi-prontas. Nosso antigo guitarrista, Luiz Gabriel, contribuiu para finalizar a parte instrumental e eu entrei na jogada na hora de compor as letras.

 

Portal do Rock: Ouvindo o CD “Hindsight Square One”, com temas que são o rosto da realidade, pois através da música podemos extrair a insatisfação e angústia social.  Vocês analisam a reação dos fãs como “mensagem recebida”, durante o show?

Fabiano Guolo: Sim, com certeza. Creio que nem sempre acontece, pois ainda estamos em uma fase de grande descoberta por parte do público, mas dá pra sentir aquela energia durante a apresentação, é meio inexplicável, ou então pessoas que já chegaram pra gente com comentários sobre os temas que nos faziam pensar “poxa, conseguimos passar a mensagem direitinho!”.

 

 

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Portal do Rock: Quanto a faixa “Greater Good Parasite”, qual foi o critério de escolha da faixa para abertura do CD?

Fabiano Guolo: Ela foi a última a ser escrita, portanto a mais forte na gente naquele momento, e tem uma intro que soava como faixa de abertura. Não sei, acho que foi meio que instintivo e natural.

 

Portal do Rock: A parte visual do CD ficou fantástica! Houve outras opções de tema ou a idéia inicial e final era essa mesma?

Fabiano Guolo: Nós discutimos durante muito tempo sobre isso, inclusive testamos e eliminamos várias idéias, mas nada parecia bom. Aí em 2013 – quando gravamos o CD – rolou o lance das manifestações no país todo e meu grande amigo Leando Bitencourt, o responsável pela arte, teve a idéia de fazer umas colagens com imagens que rolaram aqui mesmo em Curitiba. O resultado nos agradou em absoluto e é basicamente isso que temos hoje.

 

Portal do Rock: Sobre a turnê para divulgação do CD “Hindsight Square One”, como é a recepção por parte do público, percebida pela banda?

Fabiano Guolo: Tem sido cada vez melhor. Acho que mais e mais temos conseguido passar a idéia do nosso show e as pessoas absorvem bem a energia. Uma coisa curiosa é que esse lance de percussão às vezes deixa as pessoas meio sem saber o que pensar e, digamos, ressabiadas no começo do show. De repente eles entendem o que está rolando e, não raramente, pessoas que estavam olhando de longe, de braços cruzados são flagradas no mosh ou na frente batendo a cabeça freneticamente. É espetacular e muito gratificante!

 

 

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No momento o Krucipha encontra-se em tour de divulgação do CD “Hindsight Square”.
LINE UP
Fabiano Guolo – Guitar / Vocal
Luís “RazorB” Ferraz – Guitar
João Ricardo Cavali – Bass / Vocal
Jgör Nosnyój – Percussion / Vocal
Felipe Nester – Drums

 

Portal do Rock: Abrimos espaço aqui para que a Banda KRUCIPHA deixe seu recado em nossos meios de divulgação! Fiquem a vontade para mandarem um recado aos fãs.

Fabiano Guolo: Quero agradecer o apoio de todos aqueles que já são nossos fãs e convidar também aqueles que ainda não conhecem nosso som à acessar nosso material online nos seguinte links:

www.facebook.com/krucipha

www.soundcloud.com/krucipha

www.youtube.com/krucipha

E claro, convidar a todos para prestigiarem nosso show quando estivermos passando por sua cidade. Prometo que será algo bruto e MUITO enérgico!

Grande abraço!

 

Leia a RESENHA do CD “Hindsight Square One” feita pelo Portal do Rock clicando em:

https://portaldorock1.wordpress.com/2015/04/29/resenha-banda-krucipha/

 

A Equipe do Portal do Rock agradece pela oportunidade de realizar essa entrevista e assim conhecermos um pouco mais sobre a BANDA KRUCIPHA.

O Blog Portal do Rock, também curitibano,  estará sempre à disposição para futuras divulgações em todos os nossos canais.

Contem conosco!

Exodus: Steve Zetro em entrevista exclusiva para o Brasil

Honradamente tive o prazer de entrevistar a figura simpática do imponente vocalista Steve Zetro Souza. Sim, aquele mesmo que tem sua carreira entre Testament (The Legacy) e Exodus muito respeitada, além do Hatriot, que surge como uma bomba no thrash metal. Zetro, além de declarar estar torcendo para o Brasil no show contra a Alemanha demonstrando ser um tremendo pé frio, contou um pouco sobre suas expectativas e como as coisas estão rolando entre ele e o Exodus

Primeiramente, é um prazer realizar essa entrevista. Vou tentar passar as principais perguntas entre os fãs brasileiros. Seu retorno foi inesperado. Quem procurou o primeiro contato para que isso acontecesse?

Zetro: Sempre estive em contato com o pessoal da banda, voltar a cantar com eles não é novidade pra ninguém e, na verdade, é uma honra pra mim. O Exodus é parte da minha vida, é como se fosse uma família pra mim! É muito bom estar de volta, estou muito feliz e animado.

Mesmo com um futuro promissor com o Hatriot e seus filhos o quê o motivou a voltar a fazer turnês longe de casa?

Zetro: Como disse, Exodus é uma parte memorável da minha carreira, nunca deixei de cantar músicas que havia composto com eles, como “Scar Spangled Banner”, mesmo estando com o Hatriot e meus filhos. É muito excitante estar de volta ao Exodus e fico feliz em saber que a maioria tem apoiado essa decisão.

Com o Exodus voltando a formação clássica, vocês tem planos de mudar o set list? Talvez acrescentar mais músicas que você tenha gravado com a banda como Scar Spangled Banner.

Zetro: Com certeza, Scar Spangled Banner, Blacklist, Toxic Waltz, Fabolous Disaster e muitas outras para cantar com vocês.

Você continua “não sendo um patriota, apenas um Hatriot”?

Zetro: “I’m no patriot, just a hate-triot. Blood sport, my sure bet” (ele canta). Certamente, sempre serei.

No estúdio, como estão as trocas de energia entre vocês para os shows que serão realizados? Tudo voltou a ser como era antes?

Zetro: Sim, foi um retorno bastante natural. Estamos trabalhando muito e é muito bom fazer isso com músicos talentosos. Estamos bastante empolgados com os shows, empolgados com um possível novo álbum.

Você tem planos de gravar um novo álbum, documentário ou DVD com o Exodus em breve?

Zetro: Sim, temos em mente um álbum, porém primeiramente estamos ensaiando as músicas que já temos no set list, acrescentando algumas que gravei com eles há anos, e depois disso certamente partiremos para algum trabalho novo.

Seus outros projetos serão adiados ou cancelados?

Zetro: Ainda não posso dizer que serão cancelados ou que permanecerei com eles. No atual momento, minha dedicação é total ao Exodus, aos shows que estão marcados com os caras. Minha dedicação é total aos ensaios com a banda para realizar um bom trabalho de volta a estrada.

Rob Dukes, outro incrível vocalista, foi previamente avisado sobre sua volta ou foi algo inesperado para ele?

Zetro: Não tenho certeza o suficiente para responder sobre isso, eu não posso dizer nada sobre isso, pois não acompanhei.

Quais são as expectativas para os shows no Brasil e na América do Sul? Como é saber que há tantos fãs esperando por você?

Zetro: É muito gratificante! Tenho certeza que serão shows bem animados e devastadores. Esperamos vê-los cantando as músicas e isso nos deixa bastante ansiosos com relação aos shows a serem realizados por aí.

Muito obrigada, deixe uma mensagem para os fãs brasileiros.

Zetro: Muito obrigada pelo apoio, continuem sendo esses fãs incríveis! Estou muitíssimo animado para toda a turnê na América do Sul e no Brasil! Eu sei que vocês farão um trabalho incrível sendo um público caloroso, nos dando forças para fazer um excelente show.

Então “Let’s do the toxic waltz!”.

Zetro: “Let’s do the toxic waltz, everybody do the toxic waltz”. Obrigado!

Serviço São Paulo

8X8 Live orgulhosamente apresenta Exodus
Data: 04/10/2014
Local: Carioca Club – http://www.cariocaclub.com.br
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde 2899, Pinheiros – próximo ao Metrô Faria Lima
Abertura da casa: 18h
Inicio show Exodus: 20h
Classificação etária: a partir de 16 anos

Promoção especial “Metal do bem” todos aqueles que levarem um kilo de alimento não perecível (exceto sal e açúcar) no dia do evento terão direito a adquirir seus ingressos na promoção “Metal do bem” com 50% de desconto sobre o valor do ingresso inteiro. Assim você se diverte e ainda ajuda quem precisa. Doação de alimentos: http://www.caminhando.org

Ingressos online
http://www.ticketbrasil.com.br (em até 12 vezes no cartão)
http://www.clubedoingresso.com (em até 6 vezes no cartão)

Ingressos

1º Lote
Pista Meia entrada = R$ 80,00
Pista Metal do bem = R$ 80,00
Pista Inteira = R$ 160,00
Camarote Meia entrada = R$ 120,00
Camarote Metal do bem = R$ 120,00
Camarote Inteira = R$ 240,00

2º Lote
Pista Meia entrada = R$ 90,00
Pista Metal do bem = R$ 90,00
Pista Inteira = R$ 180,00
Camarote Meia entrada = R$ 130,00
Camarote Metal do bem = R$ 130,00
Camarote Inteira = R$ 260,00

3º Lote
Pista Meia entrada = R$ 100,00
Pista Metal do bem = R$ 100,00
Pista Inteira = R$ 200,00
Camarote Meia entrada = R$ 140,00
Camarote Metal do bem = R$ 140,00
Camarote Inteira = R$ 280,00

Na porta
Pista Meia entrada = R$ 115,00
Pista Metal do bem = R$ 115,00
Pista Inteira = R$ 230,00
Camarote Meia entrada = R$ 160,00
Camarote Metal do bem = R$ 160,00
Camarote Inteira = R$ 320,00

Pontos de venda em São Paulo:

Bilheterias do Carioca Club (SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA)
Rua Cardeal Arcoverde, 2899
Horário: Segunda à sábado das 9hrs às 20hrs.
Pinheiros, São Paulo – SP Tel: 3813-8598
Formas de pagamento: Somente dinheiro.

Hole – Galeria do Rock*
Av. São João, 439 – 1º andar loja 275 – São Paulo – SP
Horário: Segunda à sábado das 10h às 19h.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American,Express, Diners Club International, Elo.

CadaQual*
Rua Augusta, 2171 – Jardim Paulista – São Paulo – SP
Horário: Segunda à sábado das 11h às 20h.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American
Express, Diners Club International, Elo.

Metal Music – Santo André*
Rua Dona Elisa Fláquer, 184 – Centro – Santo André – SP
Horário: Segunda à sexta das 10h às 18h30, sábado das 10h às 17h30.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American

Age Of Dreams – São Bernardo*
Av. Marechal Deodoro, 1754 – 2º Andar loja 33/36 – Centro – São Bernardo do Campo – SP
Horário: Segunda à sábado das 9h às 19h.
Formas de pagamento: Somente dinheiro

Shopping Oriente 500*
Rua Oriente, 500 2º andar – Brás – São Paulo – SP
Horário: Segunda à sexta das 9h às 17h, sábados das 9h às 13h30.
Formas de pagamento: Dinheiro, Débito e Crédito à vista nos cartões Visa, MasterCard, American, Express, Diners Club International, Elo.

*Ponto de venda sujeito a taxa de conveniência

Capacidade: 1.500 pessoas
Acesso para portadores de necessidades especiais
Ar condicionado
Estacionamentos na região: de R$ 20,00 a R$ 30,00 o período
Chapelaria no local: R$ 5,00

Informações:
8X8 Live – contato@8x8live.com
Ticket Brasil: 4901.1165 – contato@ticketbrasil.com.br
Carioca Club: 3813.4524 – reservas@cariocaclub.com.br
Imprensa: press@theultimatemusic.com

Fonte: Exodus: Steve Zetro em entrevista exclusiva para o Brasil http://whiplash.net/materias/news_813/206609-exodus.html#ixzz3ERqgpwew

Fonte: Exodus: Steve Zetro em entrevista exclusiva para o Brasil http://whiplash.net/materias/news_813/206609-exodus.html#ixzz3ERqLZXDQ

DAVE EVANS: ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O VOCALISTA

O músico Dave Evans, o primeiro vocalista do AC/DC,  onde gravou com a banda o primeiro registro da banda,  o compacto Can I sit next to you girls e Rockin in the Parlour, veio ao Brasil para uma turnê de 4 shows, e os Sites A Ilha do Metal e Rock on Stage realizaram esta entrevista exclusiva com o músico onde fala sobre o inicio de carreira, se o Rock’n’Roll morreu, e também sobre seu novo trabalho What about Tomorrow que vem sendo gravado nos Estados Unidos e falou sobre o primeiro single com exclusividade nesta entrevista.

Fonte: A Ilha do Metal

Max Cavalera: entrevista sobre a turnê do Cavalera Conspiracy

Com o intermédio da EMPIRE, na figura do produtor Denor Sousa, obtivemos esta entrevista exclusiva com um dos maiores artistas da música brasileira (único artista de metal, ocupando a posição 47 em uma lista da Rolling Stone encabeçada por Tom Jobim). Trata-se de Max Cavaleira (CAVALERA CONSPIRACY, SOUFLY, KILLER BE KILLED, ex-SEPULTURA) que, gentilmente, conversou conosco pelo telefone pouco antes de seu show com o SOULFLY, em Mandan, na Dakota do Norte, nos Estados Unidos. Durante a conversa, conversamos, entre outros assuntos, sobre a vindoura turnê de CAVALERA CONSPIRACY no Brasil (com foco no show em Fortaleza), sobre o terceiro disco da banda de Max e seu irmão Iggor, e, como não poderia deixar de ser, sobre o SEPULTURA. Confira abaixo a transcrição da nossa conversa com Max Cavalera.

Pra começar, vai ser a primeira vez que Fortaleza recebe o CAVALERA CONSPIRACY. O que podemos esperar desse show?

Max Cavalera: Ah, a gente tá super animado. Tem bastante coisa legal pra mostrar. Tem música nova pra mostrar do disco novo, “Pandemonium”, tem o material todo do CAVALERA, que é dos dois discos, né, o “Blunt Force Trauma” e o “Inflikted”, tem coisa inédita do SEPULTURA que a gente vai tocar também, tipo “Necromancer”, “Anticop”, “We Who Are Not As Others”, alguns covers, né, tipo Black Flag, acho que vai ser um show completo mesmo, né, vai ter tudo e… o KRISIUN também abrindo vai ser super legal, sempre que rola uma jam session com o KRISIUN, o Alex sempre pede pra tocar “Arise” com a gente, então, deve rolar isso no show. Acho que vai ser um show completo mesmo, tô super animado, acho que vai ser legal.

E do disco novo do CAVALERA CONSPIRACY? Ouvi dizer que ele vai ser bem grind core.

Max Cavalera: Tá bem porrada, cara. Tá bem animal, bem agressivo. As músicas até que não são grind core assim porque não são rápidas, assim de 30 segundos, né? Elas são maiores, três minutos, quatro minutos. Mas o jeito que é tocado, né, a brutalidade que a gente toca é parecida com grind core. Então, por isso que eu fiz a referência que o disco seria mais grind core. Mas, pra mim é o meu disco preferido do CAVALERA. É o mais animal, é o mais agressivo, é o mais barulhento. O Iggor tocando rápido na maioria das músicas. É bem legal. Eu não vejo a hora da galera ouvir.

SEPULTURA, NAILBOMB, SOULFLY, CAVALERA CONSPIRACY, você participou também do METAL ALL STARS e, agora, tem o KILLER BE KILLED. Max Cavalera é praticamente uma enciclopédia do Metal. Como é acordar pela manhã e saber ser um nome tão importante para a história do metal não só no Brasil, mas no mundo inteiro?

Max Cavalera: Ah, é legal, né? Eu gosto de ficar ocupado. Eu prefiro ficar ocupado do que ficar de folga. Pra mim é super legal estar envolvido em qualquer coisa que eu esteja envolvido. Hoje em dia, estou em turnê aqui nos Estados Unidos com o SOULFLY, nós estamos aqui na Dakota do Norte e vamos pro Canadá hoje à noite. E a turnê está indo bem. Eu adoro, adoro fazer parte do metal, eu sou um guerreiro do metal, então, pra mim é tudo parte da missão que eu escolhi na minha vida, então, é super legal fazer parte de tudo isso que eu estou envolvido até hoje. Eu não me arrependo de nada e eu acho super legal todos os projetos, todas as coisas musicais que eu tenho feito, valeu a pena e acho que a galera curte pra caramba.

Fortaleza recebeu o SOULFLY em 2013, vai receber o CAVALERA CONSPIRACY em 2014, quais são os seus planos para 2015. Será que podemos ver o KILLER BE KILLED por aqui também? Quem sabe uma turnê conjunta com as outras bandas dos outros membros MASTODON, DILINGER SCAPE PLAN, quem sabe o SOULFLY ou CAVALERA CONSPIRACY de novo?

Max Cavalera: Eu espero que sim, né? O KILLER BE KILLED não fez show ainda. O disco saiu e a gente ainda não tocou, né? Estamos vendo se ano que vem se rola um tempo… Cada um tá numa banda, né? Tem o Troy, no MASTODON, o Greg tá no DILINGER SCAPE PLAN. E a maioria dessas bandas tá em turnê hoje em dia. O MASTODON acabou de lançar um disco novo.o DILINGER SCAPE PLAN tá sempre em turnê. Então tem que ter um tempo em que a gente não esteja em turnê pra fazer um show do KILLER BE KILLED. Eu espero que role, né? Talvez no Brasil role alguma coisa. Espero que sim. Mas, por enquanto, acho que voltar a Fortaleza pela segunda vez com o CAVALERA pra mim tá sendo demais e eu acho que a galera vai ao delírio com esse show que vai ser muito legal.

Sobre o SEPULTURA, há algumas pessoas que consideram como “verdadeiro SEPULTURA” antes do “Chaos A.D”, outros apenas a fase até o “Roots”, outros preferem o “novo” SEPULTURA, outros, eu estou incluído, acho que todos saem ganhando tendo bandas como SEPULTURA de um lado, SOULFLY do outro, CAVALERA CONSPIRACY também, compondo, lançando discos sempre muito bons como tem feito ano após ano. Como você vê isso?

Max Cavalera: É, pra mim é legal. Eu tô na minha, estou fazendo o que eu gosto. Eu curto pra caramba o SOULFLY, curto o KILLER BE KILLED, CAVALERA CONSPIRACY, tenho orgulho do que eu fiz com o SEPULTURA, acho que os trabalhos foram muito bem feitos. A gente nunca repetiu o mesmo disco. A gente sempre procurou uma coisa nova. Desde o “Beneath The Remains”, “Arise”, “Chaos A.D”, “Roots”, teve sempre uma coisa diferente, teve sempre uma coisa nova pros fãs. É. O jeito que as coisas aconteceram não foram do jeito que eu esperava. Eu achei que eu ia ficar no SEPULTURA. Não achei que eu ia sair. Mas acabou acontecendo, mas aí me deu a chance de criar o SOULFLY que é uma banda que eu adoro e que vai ter o décimo disco ano que vem, que vai ser super importante. Porque não é todo dia que você lança dez discos com uma banda. Então, o próximo disco do SOULFLY vai ser super importante na nossa carreira.

Ainda sobre o “Chaos A.D”, o disco abre com os batimentos cardíacos intra-uterinos de Zyon. Depois ele passou a tocar bateria na LODY KONG e no próprio SOULFLY, inclusive, tocando “Refuse/Resist”. Pra mim, isto é mais que um fato curioso, é completamente maravilhoso. Por favor, fale mais sobre isso, como foi que veio a ideia de colocar essa gravação no começo do “Chaos A.D” e o que foi que você sentiu quando viu ele tocando “Refuse/Resist” pela primeira vez.

Max Cavalera: A ideia acho que veio do lance de eu estar orgulhoso de ser pai pela primeira vez. Eu queria fazer uma homenagem ao meu filho, então tive a ideia de botar a introdução do “Chaos A.D”, né, que é o disco que a gente tava trabalhando na época. E aí eu botei a gravação que é feita em útero, né, o ultrasound, que é o barulho do coração dele, da batida do coração dele, achei que era legal, um barulho legal, meio estranho assim, se você não sabe o que é…

Rápido demais…

Max Cavalera: Não dá pra entender muito, mas quando você sabe o que é, acho que fica interessante e pra mim hoje em dia tocar com ele no SOULFLY igual a gente está hoje em dia nos Estados Unidos, a cada noite é muito especial. Eu adoro e… eu curto… E eu faço coisas legais com ele. A gente tem feito umas… trabalhando em músicas novas… tipo, ontem a gente começou a trabalhar com “Master of Savagery”, que a gente botou um pedacinho da “Master of Puppets”… Então é legal trabalhar com ele, explicar música pra ele, mostrar o que dá pra fazer com as músicas. E ele tá começando… ele tá só com 21 anos, mas toca bem pra caramba. Todo mundo que tem assistido a turnê deu parabéns pra ele, pelo trabalho que ele tem feito e eu acho que se ele continuar assim ele vai ser um baterista muito bom no futuro.

O SEPULTURA é a única banda de metal brasileira a emplacar discos na lista dos 100 melhores discos da música brasileira (na verdade, dois, o “Chaos A.D” e o “Roots”), junto com bandas de rock mais calmas, como RPM, LEGIÃO, TITÃS e coisas de MPB, etc. Que novas bandas brasileiras vocês tem ouvido e acham que vão continuar mantendo o Brasil no cenário do heavy-metal mundial, como já fizeram o SEPULTURA, o ANGRA e o KRISIUN tá fazendo? Tem alguma dessas bandas novas que você tenha ouvido que seja do Ceará?

Max Cavalera: Eu gosto de coisa brasileira. Eu curto coisa antiga brasileira pra caramba, tipo PLEBE RUDE, LEGIÃO URBANA, né, TITÃS… E eu gosto também das coisas de metal: KORZUS, KRISIUN… Eu gosto das coisas novas que tá rolando no Brasil, tipo TEST, ou então… é… eu acho que é super legal, assim, coisas metal que tá rolando, principalmente o TEST, eu acho que o TEST é uma banda bem legal no Brasil, parece um grind core… parece o NASUM, da Suécia. E eu acho legal que no Brasil tenha banda assim. Tem uma banda de thrash, NERVOSA, de umas garotas que eu achei super legal também. E eu gosto também de coisa do Recife. NAÇÃO ZUMBI, principalmente. É a minha banda preferida, sempre foi, lá do Nordeste, de Recife… NAÇÃO ZUMBI pra mim é muito bom, cara, o trabalho dos caras continua cada disco mais legal. Achei o disco novo muito bom. E sou amigo do Lúcio, ele participou do primeiro disco do SOULFLY e é um guitarrista bom pra caramba. E eu adoro o trabalho deles.

Ainda falando do Ceará, a gente tem aqui um cenário autoral de metal extremo muito forte, com bandas como OBSKURE, DARKSIDE, mas poucas bandas já chegaram ao velho mundo, como fez o SEPULTURA. Exemplos são a SIEGE OF HATE, que abriu para o SOULFLY no ano passado e já fez duas turnês, e a ENCÉFALO, que bebe da mesma fonte thrash/death doSEPULTURA e vai fazer a primeira turnê deles daqui a um mês. Que mensagem você deixa para estas e para as outras bandas daqui, você que já passou por tudo isso?

Max Cavalera: Bom, a mensagem é ter fé no trabalho, né? E bola pra frente, cara. Assim, ensaiar e… meter a cara no mundo mesmo e… mesmo que ninguém goste, se você gosta do barulho. Igual quando o SEPULTURA começou ninguém gostava. A gente era considerada a pior banda do mundo, né? Em BH, o pessoal odiava a gente. Só tinha dez “gente” da galera da gente que gostava deSEPULTURA. E uns caras que gostava de MOTORHEAD também achava legal. O resto odiava, achava que a gente era só barulho mesmo. E era só barulho mesmo, né? Mas tinha que começar em algum lugar, né? Mas eu acho que é isso mesmo, botar a cara no mundo e ir pra frente mesmo que dá… Se você acredita que o sonho dá pra ser realizado, eu sou uma prova de que o sonho dá pra ser realizado. O que aconteceu com a minha carreira é inacreditável. Eu nasci em BH e agora sou conhecido no mundo inteiro, uma figura mundial do metal e conheço todos os meus ídolos, OZZY OSBOURNE, James Hetfield, né? Super legal. E sou amigo deles. Eu acho que você tem que sonhar e tem que acreditar que o sonho se torna realidade um dia.

Duas últimas perguntas, em todas as suas bandas, a crítica ao que não está certo na nossa sociedade em termos de religião, política e tudo mais é sempre muito forte. Enquanto os sertanejos falavam de amor, o SEPULTURA denunciava, por exemplo, os 111 mortos no Carandiru, no “Chaos A.D”… na música “Territory”, que casa muito com a situação que a gente tá vivendo hoje lá em Israel e Gaza. E a gente tem hoje, novamente, matança de crianças na Faixa de gaza, na guerra civil na Síria, um monte de holandeses e australianos que não tem nada a ver com a briga entre russos e ucranianos sendo derrubados num avião. Você acha que ainda há alguma esperança pra humanidade ou a gente vai estar sempre continuando andando em círculos na era das trevas?

Max Cavalera: Acho que não tem muita esperança não, né? Acho que até hoje em dia a gente tá vivendo a época bíblica do Armagedom, né, o apocalipse. Acho que a gente tá vivendo na época do apocalipse. Mas, a gente faz a parte da gente, né, que é fazer música, que é fazer canções sobre o assunto, igual fez “Territory”, “Manifest”, né… A gente acha inspiração em coisas ruins pra fazer alguma coisa boa com o lance, né? Que é isso que a música traz. Eu acho que a música é pegar uma coisa ruim e tornar em uma coisa boa. É o papel da música que a gente faz hoje em dia. E é o que eu faço com a minha música pesada e eu acho super legal, eu acho legal ter música política que fala sobre assuntos… Até o próximo disco do CAVALERA, que se chama “Pandemonium”… Pandemônio é o estado do mundo, né. O raio X do mundo hoje em dia. O mundo está em pandemônio. Então, eu acho que foi o melhor nome que eu achei pro CD do CAVALERA.

Chegamos ao fim da entrevista. Sinta-se à vontade para convidar o público para o show de vocês aqui em Fortaleza, como no resto da turnê. Em Recife, também, tem um grande amigo meu que está trabalhando na turnê de vocês. Fique à vontade pra convidar o pessoal.

Max. Cavalera: Pô, aqui é Max Cavalera, avisando a galera aí de Fortaleza, vamos lá no show que a gente vai quebrar tudo, vai ser do caralho, nós vamos tocar umas coisas inéditas que vocês nunca ouviram antes e vai ser super legal. Eu quero convidar todo mundo pra gente fazer uma barulheira lá junto e vai ser super legal e quero convidar todo mundo pra estar lá. Se você não estiver lá, você está perdendo.

Serviço do show em Fortaleza

Data: 02 de Setembro de 2014
Local: Complexo Armazém
Horário: 20hrs
Ingressos: Parada do Rock (Galeria do Rock – 1º Andar – Centro), Konibaa Temakeria (Av. Julio Abreu 160, cont. da Dom Luis), Konibaa Express (Av. Des. Moreira 2005), Nordwest Camisetas (Shopping Benfica), Clikks (Shopping Parangaba, Shopping Maracanaú, North Shopping), Bilheteria Virtual (Loja Del Paseo, 3º andar, ao lado do Cinema ou no site http://www.bilheteriavirtual.com.br/), By Rockers (Horizonte-CE).
Valores: Arena R$62,00 / Camarote R$82,00
Censura: 16 Anos
Informações: 3021-7186
Realização: Empire

Fonte: Max Cavalera: entrevista sobre a turnê do Cavalera Conspiracy

Confronto: “As coisas acontecem para quem trabalha…”

Todos preparados para o Confronto? Uma frase que está em voga nos dias atuais, de manifestações e insatisfação pelo momento que nosso país vive. Mas, nesse caso, o Confronto no qual devemos nos preparar é para aproveitar o máximo da brutal sonoridade deste quarteto carioca, que luta a 15 anos para criar uma música que “transpira” peso e competência. Para falar desse tempo de banda, do mais recente álbum deles “Imortal”, e sobre tudo que envolve a música e também a política no Brasil, que tive o privilegio de entrevistar o baterista Felipe Ribeiro, que resultou numa conversa franca e informativa sobre a banda, cujo nome não poderia ser mais adequado com relação a seus ideais e sonoridade…

Vicente – Antes de tudo, como vocês consideram a trajetória da banda até este momento, já passados quinze anos de sua formação? Como foi o começo de tudo para o Confronto?

Felipe Ribeiro: O Confronto é o resultado do encontro de quatro amigos que se juntaram pra fazer um som pesado e com letras que expusessem as nossas indignações e revoltas. E com isso, estamos há 15 anos juntos. E pode acreditar, 15 anos é bastante tempo para uma banda que se mantém com a mesma formação desde o início. Acredito que construímos muitas coisas juntos, chegamos em lugares que pessoas que moram nos lugares de onde viemos nem sonham em chegar. Somos uma banda que crescemos na periferia do Rio de Janeiro e hoje temos o prazer de ter lançado três CDs, que foram lançados no mundo todo, muitas turnês pela Europa, muitas turnês sul-americanas, fazer shows por todo Brasil, ter lançado um DVD, ter feito shows em mais de 24 países diferentes. Isso tudo sendo uma banda independente, que contou única e exclusivamente com nosso próprio trabalho, com apoio das gravadoras independentes, que lançaram nossos álbuns ao redor do mundo e pelo apoio incondicional dos nossos fãs, que vão aos nossos shows e nos acompanham de verdade.

Vicente – Vocês lançaram, no ano passado, o disco “Imortal”. Como foi a gravação e a composição deste trabalho?

Felipe Ribeiro: Passamos um bom tempo compondo esse disco em Petrópolis, cidade onde fica nosso galpão de ensaio. Queríamos um disco denso, pesado, que pudesse soar com mais groove do que os anteriores, porém mantendo a característica que sempre tivemos no que diz respeito às letras fortes e impactantes. Gravamos o CD no estúdio Superfuzz, aqui mesmo no Rio de Janeiro e, desta vez, além da produção do Davi Baeta, que já trabalha com o Confronto há muitos anos, contamos também com a coprodução do Gabriel Zander, além de mim, que acompanhei todo processo de pré-produção e também de produção do álbum. Fizemos exatamente como gostaríamos de ter feito e chegamos a um resultado que nos agradou absurdamente. Tentamos extrair o máximo de agressividade em timbres de guitarra, peso no som da batera e baixo, e fazer com que os vocais, além de soarem mega agressivos, pudessem de fato ser compreendido por todos, e acho que conseguimos tudo isso!

Vicente – E o retorno do pessoal, foi o imaginado por vocês?

Felipe Ribeiro: Foi sim! Posso te dizer tranquilamente que foi o melhor CD que gravamos e foi aquele que a gente mais curtiu o processo de criação, gravação e mixagem. Queríamos um disco que soasse orgânico, que tivesse o nosso sentimento, pegada e suor transmitidos ali através das músicas. Cara, se tem uma coisa que me incomoda muito e boa parte das gravações de hoje é o fato delas soarem sempre pasteurizadas demais, editadas demais, onde todas as bandas soam com as mesmas sonoridades e tudo parece ter sido tocado por robôs e criado por computadores. Na minha opinião, isso tira o sentimento da música, corta o efeito que ela causa em mim, entende? Me parece frio e sem gosto. Gosto de escutar um CD e sentir a música pulsar, onde você consiga fechar os olhos e imaginar os caras ali tocando, se fudendo pra tirar o melhor som, colocando os demônios pra fora. Se não for assim, seria melhor escutar música eletrônica. E como eu acho música eletrônica uma merda…

Vicente – As músicas de “Imortal” são, em sua maioria, rápidas e com um peso avassalador, mas com um interlúdio mais calmo na faixa “Rosaly”. Foi intencional colocar essa faixa no meio do álbum, como se fosse uma deixa para o ouvinte respirar um pouco antes do “bicho pegar” novamente?

Felipe Ribeiro: A história desta música é interessante. Vila Rosali é um bairro ao lado de onde eu moro. Foi o lugar onde o Chehuan nasceu e foi criado. Como qualquer bairro da periferia do Rio de Janeiro, durante o dia, é abarrotado de gente, muito movimentado, com muita poeira, calor e pessoas desassistidas vagando pelas ruas. Eu já tinha a ideia de colocar uma faixa acústica em “Imortal” e todos na banda acharam a ideia bem legal. E teve um dia, eu passando por esse bairro de madrugada, fui criando a música na minha cabeça, pensando na harmonia, quais notas eu usaria, e louco pra chegar em casa pra poder transpor as ideias para o violão. Por incrível que pareça, consegui fazer a música inteira na cabeça enquanto atravessava o bairro que, diferente de como ele é durante o dia, durante a madrugada a Vila é silenciosa e serena, sem pessoas pelas ruas e com uma paz enorme. Acho que isso é exatamente o significado da música ali no meio do CD, entre o caos dais faixas anteriores e posteriores. Um momento de calma em meio a tanta brutalidade. Cheguei em casa, peguei o violão e transformei o que tinha na mente em notas musicais.

Vicente – Vocês tiveram a oportunidade de, em conjunto com o Shadowside, realizar uma entrevista para o jornal francês Le Monde. Como avaliam esse tipo de divulgação, visto o alcance que a publicação referida é mundial?

Felipe Ribeiro: Cara, isso é bem legal! Ainda mais quando você consegue através dessa exposição expressar verdades que nem sempre as pessoas dos outros países conseguem ver. Sempre pensamos sob esse ponto de vista e a prova disso é que todos os nossos lançamentos em CD saíram na Europa com tradução para o inglês, para que as pessoas pudessem saber sobre o que falamos. Além do Le Monde, já concedemos entrevistas para jornais suecos, noruegueses, alemães, e nós achamos isso importantíssimo! Ficamos felizes também pelo fato desses veículos se interessarem por aquilo que pensamos e dizemos. Isso é sinal de que a nossa voz está chegando cada vez mais longe, estamos fazendo cada vez mais barulho e o mundo está de olho no que estamos produzindo!

Vicente – Vocês já tiveram a oportunidade de tocar com grandes bandas do cenário, como Napalm Death, Testament, Sickof it All, The Haunted, Voivod, Madball entre tantas outras. Como foi essa experiência para vocês?

Felipe Ribeiro: São coisas que acontecem e que fazem a gente refletir bastante sobre nossas raízes e onde estamos chegando. O que antes era um sonho distante, hoje se tornou algo cotidiano e damos muito valor a isso. Hoje dividimos o palco com bandas como Krisiun, Sepultura, Ratos de Porão, bandas que somos fãs e hoje temos uma relação próxima de amizade (O Gordo canta a música ‘1 hora’ no CD ‘Imortal”). Assim como as bandas internacionais, além destas que você citou, como At The Gates, Brujeria, Municipal Waste, Agnostic Front, Misery Index, Origin, Heaven ShallBurn, Terror, WallsofJericoh, entre outras… É uma satisfação muito grande!

Vicente – A banda já possui uma vasta experiência com turnês internacionais. Quais seriam as melhores e piores lembranças destes shows, e qual acredita ser a maior diferença entre tocar lá fora e aqui no Brasil?

Felipe Ribeiro: Acho que as diferenças são meramente estruturais, saca? Pecamos na qualidade técnica, na produção, no cuidado com os detalhes pra ter um show realmente bem organizado e estruturado que garanta tranquilidade, diversão, qualidade e segurança pra todos. Acho que esses fatores são os que mais pesam. Porque o publico aqui pode ser mais insano, porém lá a galera também é absurda e piram nos shows. Tocamos em grandes festivais europeus, shows de clube, e todos são sempre muito legais! Fizemos turnês extensas de 3 meses na estrada com shows todos os dias… São coisas que funcionam somente na Europa. Mas no Brasil também tem muito shows bons, festivais em vários estados, não podemos reclamar, pois sempre estivemos presentes em boa parte do Brasil com shows legais e bem estruturados.

Vicente – Atualmente fala-se muito dos problemas do cenário nacional quanto ao Rock e Metal. Vocês consideram que a cena nacional realmente piorou, ou tudo é uma questão de ponto de vista, de fazer um trabalho sério e o mais profissional possível?

Felipe Ribeiro: Olha, sinceramente, pra mim quem fala mal do cenário musical, do Rock, do metal independente, é porque não está correndo atrás e quer ver as coisas acontecerem sozinhas. Gente que quer apenas se aproveitar daquilo que as bandas, produtores e mídia especializada demoraram anos pra construir com muito esforço e trabalho. Acredito que nunca esteve tão bom para as bandas, para o publico, para os produtores. Talvez estejamos longe da perfeição, mas com certeza estamos infinitamente mais próximos das grandes estruturas europeias e americanas do que já fomos um dia. Nós nos espelhamos em bandas que fazem as coisas acontecerem como Krisiun, Matanza, Ratos de Porão, DeadFish, Sepultura. E quem quiser ficar chorando, que fique, porque o caminho é construído por aqueles que trabalham e não por quem fica reclamando, choramingando e fazendo peso.

Vicente – Saindo um pouco do campo da música e entrando na política, visto que é um terreno bastante visitado pela banda em suas letras. Como vocês vêem o atual momento do Brasil?

Felipe Ribeiro: Sinceramente não podemos dizer que o Brasil hoje seja um país desenvolvido e com amplas condições de igualdade para todos. Temos altos níveis de corrupção, péssima qualidade no ensino público, sistema de saúde pública ineficiente, nível alarmante de pobreza e subdesenvolvimento. Mas por incrível que pareça, acho que ainda sim melhoramos absurdamente perto do que éramos há 10, 15, 20 anos atrás. Porém, acho que o crescimento econômico não representou um crescimento na qualidade de vida para a população e isso ficou explícito com todos esses grandes eventos como Copa do Mundo e as Olimpíadas acontecendo por aqui, onde bilhões estão sendo gastos e desviados, e essas cifras não são utilizadas para questões de prioridades básicas. Daí o povo se sente agredido, tripudiado… Esses eventos foram como um tapa na cara de um povo que já se sente explorado todos os dias e com isso veio essa explosão de manifestações, reivindicações, protestos e mobilizações. E isso tem sido muito bom, porque hoje em dia vejo as pessoas discutindo política, participando de ações, cobrando e se preciso for, partindo pra cima do estado. Movimentos tomaram grandes dimensões, ações diretas como a tática BlacBlock ganharam força, grupos de debate fora se formando e a população, a sua maneira, foi se mostrando indignada e participativa. Acho tudo isso muito importante e muito válido! A única coisa que não podemos deixar acontecer é retroceder, dar de bandeja o poder político para as mãos dos mesmos grupos políticos e ideológicos que governaram o país há décadas atrás. Agora e momento de evoluir e não retroceder mesmo que isso signifique ter que usar a força pra resistir.

Vicente – Em poucas palavras, o que acha das seguintes bandas:

Agnostic Front: Uma das primeiras bandas que misturou hardcore com metal. Junção perfeita entre thrash metal, hardcore e groove!

Ratos de Porão: Ídolos que hoje se tornaram amigos pessoais. Nada mais, nada menos que a melhor banda crossover do mundo!!!!

Nuclear Assault: Falar de thrash metal Bay Area é falar de Nuclear Assault. O álbum “Game Over” foi um dos que mais escutamos na vida!

Torture Squad: São um dos heróis do metal nacional! Técnico, agressivos e virtuosos na medida certa! “Pandemonium” é um clássico do metal brasileiro e o novo álbum deles está entre os melhores CDs já lançados no Brasil, extremamente politizado e brutal!

Napalm Death: Sujo, podre, grotesco, brutal e politizado!! Os mestres do barulho bem feito! Perfeito!!!!

Vicente – Uma mensagem para os fãs e amigos que curtem o trabalho da banda Confronto e apostam no Metal nacional.

Felipe Ribeiro: Em primeiro lugar gostaria de agradecer pela entrevista… É sempre bom bater esse papo e são espaços como esse que fazem as coisas crescerem cada vez mais pra todos, que curtem música pesada no Brasil. Gostaríamos de agradecer demais a todos os fãs do Confronto que vem acompanhando a banda no decorrer desses anos. Estamos ai, firmes, fortes, trabalhando firme, sempre prontos pra guerra em nome da música independente. Todos nós juntos #SomosARevolução

Quem quiser saber mais sobre o Confronto e só seguir a banda nas redes sociais, etc… Abaixo seguem os links:
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Fonte: Witheverytearadream

Abrindo o jogo: entrevista com Edu Falaschi

Falar em Edu Falaschi é lembrar de nomes como ALMAH (sua banda atual), SYMBOLS, e obviamente, ANGRA, bem como seus trabalhos como produtor musical bem respeitado no meio Metal nacional.

Aproveitando que a banda tocará no RJ em 03 de agosto, e com a ajuda providencial da Blog’n’Roll Produções, tivemos a oportunidade de entrevistar Edu e saber um pouco mais de aspectos de sua carreira, bem como alguns temas mais polêmicos.

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BD: Primeiramente, muito obrigado por nos atender, Edu. A primeira pergunta é bem simples: como surgiu seu interesse por música, e como foi seu começo em termos de Metal?

Edu Falaschi: Ola amigos! Valeu pela oportunidade, enfim, eu comecei muito jovem, tocando violão, bateria e guitarra, por causa do meu pai que amava música, mas minha primeira banda profissional, do qual cheguei a gravar um LP, foi o MITRIUM em 1990, mas em 1984 foi que eu comecei a ouvir metal.

BD: Uma curiosidade que chega a saltar os olhos é: você tem um irmão que também é músico e trabalha com produção musical, o Tito, que chegou a estar com você na época do SYMBOLS, e apesar de bem ativo, parece que pouco chegaram a trabalhar juntos depois de sua entrada no ANGRA, só umas participações aqui e ali, não é? E não chega a rolar uma ideia, uma nostalgia de vez em quando de um show “reunion” especial do SYMBOLS? E digamos de passagem, eu o invejo por ter um irmão no meio (risos).

EF: Claro, o SYMBOLS marcou muito minha história! E fizemos em 2012 um show de 15 anos da banda. Foi muito bacana e emocionante! A saudade sempre fica, mas seguimos caminhos distintos, quem sabe mais pra frente fazemos algo de novo.

BD: Falando do ALMAH, a banda foi fundada quando você ainda estava no ANGRA, então, como foi que surgiu a idéia de formar uma segunda banda, e qual seria a motivação para tanto?

EF: Fiz um disco solo em 2006, que se chamou ALMAH by Edu Falaschi, mas ai a coisa cresceu e eu transformei o projeto em banda em 2008 com o CD “Fragile Equality”.

Eu estava no ANGRA havia 6 anos e eu já estava muito cansado de algumas coisas então eu só quis relaxar fazendo música sem pressão.

BD: Centrando mais no ALMAH, “Almah” e “Fragile Equality” deram um “warm up” interessante ao trabalho do grupo, mas é com “Motion” que a banda realmente explode no Brasil, sendo reconhecida por público e crítica. Quais seriam os motivos para este reconhecimento somente após o terceiro CD? Só falta me dizer que acredita na tese que “o terceiro CD é sempre o que define uma banda”, como muitos apregoam por aí… (risos)

EF: Olha, acho que as pessoas que “apregoam” estão certas, (risos). Mas na verdade foi no “Motion” que a banda teve seu destaque como identidade. O que fizemos no “Motion” é diferente da maioria das bandas e nos destacou num mar de mesmices, no Brasil e no Exterior, então acho que isso foi importante pra esse salto que você comentou.

BD: Em “Motion”, é mais perceptível grande influência do Metal tradicional com aquela pegada mais pesada e moderna, fugindo um pouco do que você já havia feito antes. O que aconteceu após “Fragile Equality” que os levou a essa pegada mais agressiva? Aliás, em “Motion” é onde, particularmente, achei sua voz no melhor momento da carreira…

EF: Opa, valeu, então, acho que a inserção da guitarra de 7 cordas foi fundamental e a definição mais clara do nosso estilo de compor, que deu a identidade da banda, isso nos motivou a seguir nesse caminho, que já pintava no “Fragile Equality” com musicas tipo, “Torn” e “Fragile Equality”.

BD: Ano passado, um pouco depois do Rock in Rio, “Unfold” chegou na lojas, mostrando um trabalho um pouco menos intenso e agressivo, mas ao mesmo tempo, parece quase uma fusão de tudo que a banda fez entre “Almah” e “Motion”, mas com um enfoque bem mais empolgante e grandes refrões. Realmente, é esta a intenção por trás do CD, ou há uma explicação diferente na sua visão?

EF: O “Unfold” é mesmo um apanhado de tudo que fizemos no ALMAH, mas com o mesmo direcionamento moderno que já caracterizou nossa identidade. Mas mantivemos as 7 cordas, peso e melodias marcantes.

BD: Bem, “Unfold” já está quase com um ano de lançado, logo, como foi a recepção dos fãs ao disco?

EF: Esse foi nosso melhor momento! A banda cresceu muito desde então! Já, já, finalizaremos a “Unfold World Tour”, onde passamos por Rock in Rio, Europa e Brasil, vamos fechar essa tour com cerca de 50 shows, o que é uma grande vitória da banda. Mas é só o inicio de uma banda nova e moderna, 2015 será ainda melhor e assim por diante.

BD: Edu, me perdoe por meter o dedo em algo já passado e meio chato, mas houve aquela época muito chata para ti que foi quando tudo e todos pegaram em seu pé por conta das suas declarações no programa Rock Express. Acredito no direito de resposta, logo, o espaço é seu para se expressar, e sem censura alguma.

EF: Já expressei tudo o que eu penso ou pensava (risos), expliquei e RE-expliquei, não vou desenhar! (risos). Recomendo pesquisarem sobre o Mito da Caveira. Talvez isso ajude (risos)!

Tá tudo certo! Segue o jogo que o ALMAH tá na área! E é só nisso que eu penso profissionalmente hoje em dia! No ALMAH, na minha carreira como um todo e em mais ninguém. O ALMAH é foda e “Vamos pra cima”!

BD: Esse ano, infelizmente, perdemos o Paulo Schroeber, que tocou guitarra no ALMAH no “Fragile Equality” e no “Motion”. Qual foi a sensação que teve ao saber da notícia, já que teve proximidade com ele por anos? E podemos esperar alguma homenagem a ele nos próximos shows ou CD do ALMAH?

EF: Cara, foi destruidor, ficamos arrasados! Ele estava pra voltar pra banda! Mas o fim foi trágico! Mas a vida é assim, temos que lutar e ser fortes. Sempre lembraremos do Paulo com muito carinho e saudades. As homenagens serão eternas.

BD: Voltando a falar de música, vocês fizeram um ótimo show no Rock in Rio, e agora, a Blog’n’Roll está trazendo o ALMAH de volta ao Rio de Janeiro. Qual a sua expectativa para este show? Esperamos surpresas!

EF: Vamos botar pra “Piiiiiii”! (risos)! Amo o Rio e será muito especial voltar pra “casa” mais uma vez!

BD: A última: você tem trabalhado muito como produtor musical. Como consegue associar a carreira de música e produtor? Isso não chega a causar problemas de agenda para o ALMAH? E quais são seus trabalhos atuais? Alguma banda a nos indicar que está ou esteve sob sua tutela?

EF: Verdade, não é fácil! Mas ultimamente estou só com o ALMAH, que está me tomando muito tempo! logo apresentarei novas bandas que produzirei!

BD: Agradecemos demais por sua atenção, Edu, e o espaço é seu para sua mensagem final aos nossos leitores.

EF: Valeu galera!!! Vejo vocês no Rio e em Volta Redonda!!!

Contatos:

http://www.almah.com.br
https://www.facebook.com/official.almah
http://twitter.com/#!/OfficialAlmah
http://www.youtube.com/user/AlmahChannel
http://www.myspace.com/almahedufalaschi
http://www.msmetalpress.com/ptbr/artista-edu-falaschi/

Fonte: Metal Samsara

Xandria: Uma nova era para a banda alemã

Esta é a segunda entrevista que faço com a banda Xandria, que, assim como o Arch Enemy, também trocou sua vocalista após um álbum bem sucedido. Com as boas-vindas a Dianne van Giersbergen, com o novo disco, “Sacrificium” recebendo boas criticas na mídia, aproveitei para conversar com o guitarrista/tecladista Marco Heubaum, que fala sobre o novo álbum, a nova fase da banda e sobre seus últimos shows no Brasil em 2013…

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Vicente – Vamos falar sobre o seu mais recente álbum “Sacrificium”. Como foi a gravação e a composição deste álbum?

Marco: Estamos realmente satisfeitos com “Neverworld’s End” e este álbum também foi muito bem recebido – e foi um novo começo para nós, a abertura de um novo capítulo para o Xandria. Então, depois de “Neverworld’s End” ficou claro desde o início que queríamos continuar desta maneira – as canções que escrevemos para “Sacrificium” foram criadas no mesmo tipo de “fluxo”, sendo muito agradáveis e pesadas. Também gravamos um coro clássico verdadeiro pela primeira vez para melhorar o som ambiente, e muitos arranjos de cordas reais, flautas e instrumentos celtas. Queríamos criar um “filme”, um sentimento real de novo!

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Vicente – E a reação dos fãs é que vocês esperavam?

Marco: Ainda melhor! Tivemos uma mudança de vocalista, e não sabíamos como as pessoas iriam reagir, mas os fãs parecem gostar dela e de sua voz! Temos tido uma resposta para esse álbum que é espetacular. Obrigado a todos por isso!

Vicente – “Sacrificium” é, provavelmente, o mais pesado e sinfônico, talvez até mesmo mais épico, álbum de Xandria. Você concorda?

Marco: Bem, sim, juntamente com “Neverworld1s End” começamos uma nova era da banda, nossos novos álbuns não tem muito a ver com o “antigo” Xandria. Nós realmente não queremos comparar, porque é tudo muito diferente agora. Nós queríamos que fosse dessa maneira: Muito mais épico, mais pesado e sinfônico. Talvez “Sacrificium” é até um pouco mais bombástico do que “Neverworld’s End”, mas ambos estão em um nível muito semelhante na minha opinião.

Vicente – Falando sobre um som épico e Sinfônico, a música “Sacrificium” é o melhor exemplo desta sonoridade. Conte-nos um pouco mais sobre a composição dessa música em particular.

Marco: “Sacrificium” conta a história de alguém que se sacrifica por ideais mais altos, para as pessoas que ama. E como essa história tem muitos aspectos e também diferentes perspectivas emocionais, a música é muito diversificada em diferentes partes e tem um monte de dinâmicas para simbolizar isso. Atravessar as diferentes partes da música é como ir através da história pessoal desta pessoa. E tudo termina com a parte mais íntima e emocional que já tivemos, o momento em que essa pessoa morre e, com isso, seus últimos pensamentos.

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Vicente – De quem foi a idéia da arte da capa? Como de costume, a mesma ficou ótima…

Marco: Obrigado! Tivemos a idéia de representar o sacrifício de um animal místico, seja congelado ou queimado pela metade já. Primeiro, tentamos a idéia com a criatura sendo congelada, mas não funcionou bem. Então Stefan Heilemann, nosso artworker, surgiu com esta imagem de uma fênix queimando no fogo. Nós gostamos muito da ideia, como o renascimento da Fênix também representa os ideais mais elevados em que o sacrifício é feito. Quando você sacrifica-se por algo, esses ideais são o renascer das cinzas de sua batalha.

Vicente – Vocês tocaram no Brasil no ano passado. Quais são as suas melhores lembranças destes shows aqui?

Marco: Nós tivemos dois shows, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ambas as platéias foram ótimas, é sempre incrível tocar para vocês, para o povo brasileiro! E nós tivemos a chance de fazer alguns passeios no Rio, inclusive visitando e tomando algumas caipirinhas em Copacabana, e estas são memórias que nunca vou esquecer.

Vicente – Alguma chance dos fãs brasileiros verem um show do Xandria aqui em breve?

Marco: Nós esperamos fazer uma turnê na América do Sul no próximo ano, vamos manter os dedos cruzados para que isso venha a acontecer!

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Vicente – Quando você começou na música, quais foram as suas maiores influências, que te inspiraram a ser um músico profissional?

Marco: No começo a maior influência foi Tiamat com seu álbum marcante, “Wildhoney”. Ele me surpreendeu totalmente e desde aquele momento eu também queria fazer um metal que fosse muito agradável e emocional. Mas é claro que hoje há varias influências diferentes- uma gama ampla, disseminação de bandas de metal como Judas Priest, Iron Maiden, Pantera, Nightwish, Blind Guardian, Emperor e muitos mais. Todos eles são o background que temos, além de trilhas sonoras de filmes de cinema, que são uma grande fonte de inspiração para a música do Xandria.

Vicente – Finalmente, por favor, deixe uma mensagem para todos os brasileiros que curtem ou queiram conhecer mais sobre a música do Xandria.

Marco: Estamos realmente ansiosos pela nossa próxima visita ao seu belo país e esperamos que todos vocês venham aos nossos shows! Neste meio tempo confiram nosso novo álbum “Sacrificium” – esperamos que gostem!

Fonte: Witheverytearadream