Dream Theater: Myung não tinha planos de ser baixista


O Music Radar conduziu em 2011 uma entrevista com o baixista do DREAM THEATER, John Myung. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.

MusicRadar: O que você acha que pode fazer um jovem escolher o baixo como instrumento?

John Myung: Eu acho que se resume na própria inspiração dos jovens de querer pegar o baixo ou qualquer instrumento, mas estamos falando sobre o baixo aqui. Chega um momento em que escolher um instrumento e se dedicar a ele, torna-se uma verdadeira paixão. Depois da inspiração vem a motivação. A pessoa tem que se mostrar interessada, essa é a única forma de se superar. Motivação pode vir de várias formas. Quanto a mim, estou sempre tentando tirar o máximo do meu tempo, em questão de prática, seja por uma hora, três horas ou o dia todo.

MusicRadar: Sobre a motivação, quando você fala com os jovens em seus shows, o que eles dizem para você? O que você acha que os motivam a querer melhorar musicalmente?

John Myung: Acho que é a vontade de ser criativo. Quando eles assistem a um show do Dream Theater, eles são inspirados por aquilo que fazemos, e isso dá essa motivação, de querer fazer alguma coisa. Eles podem aprender nossas músicas e tocar as nossas linhas, mas provavelmente vão querer seguir suas próprias direções. Depois de certo tempo, você tem que deixar algumas coisas de lado e se concentrar em seu instinto. Se é uma banda que faz com você queira fazer algo criativo, isso é ótimo. Eu sei disso, eu tinha minhas bandas favoritas quando eu estava começando, e elas me fizeram querer seguir o caminho da música.

MusicRadar: Mas o que fez você se interessar pelo contrabaixo? A maioria das pessoas escolhem a guitarra, bateria e teclados. O baixista é diferente?

John Myung: Isso é verdade. Eu acho que é a forma que você ouve música. No começo, e até hoje, a primeira coisa que ouço é o baixo. Não importa quem seja o artista ou o tipo de música. Em algumas das bandas que me inspiraram, RUSH, YES, IRON MAIDEN, o baixo foi um elemento crítico. O baixo não esta lá apenas para reforçar o ritmo, mas dá o tom da música. Todo mundo é diferente, é claro, mas as pessoas reagem aquilo que mexem com elas. Comigo, sempre foi o baixo. Existe um acaso nisso tudo também. Eu não tinha planos de me tornar um baixista, mas algo me chamava, eu sabia que era isso que queria seguir. Mas como você disse, é um instrumento muito diferente, e nem todo mundo quer aprender a tocar baixo. Eu sempre tive muita satisfação em tocar baixo. Ele pode ser independente de qualquer instrumento, do seu próprio jeito.

MusicRadar: Falando em outro instrumento, como é tocar com Mike Mangini?

John Myung: É ótimo. Quando tivemos que decidir sobre um novo baterista, ele foi além do que apenas habilidade, porque todas esses caras que particiaparam das audições, tinham capacidade. Mas as sua personalidade se ajustou perfeitamente. Essa compatibilidade foi o foco da nossa decisão. Tocar com Mike é muito legal. Ele tem uma ótima energia. Ele é excelente em termos de rítimo, ele configura as músicas muito bem e permite que tudo funcione. A música fica muito mais forte para mim.

MusicRadar: Quando você toca ao vivo, você tenta seguir Mike Mangini, ou é ele quem te segue?

John Myung: Eu acho que é um pouco dos dois. Eu costumo me ouvir, então eu diria que ele fica ligado em mim da mesma forma. Eu acho que tem que começar a partir de você mesmo. Mas o bom de tudo isso é quando todo mundo está na mesma página. Isso é muito difícil de se planejar.

MusicRadar: Conhecemos suas influências, mas o que você está ouvindo hoje em dia? Alguma novidade?

John Myung: Eu ouço discos de acordo com o meu humor. Em um determinado dia eu escuto Peter Gabriel, Fishbone ou Alice In Chains, isso varia. Na verdade, tem uma banda nova que eu comecei a ouvir, se chama Death Cab For Cutie. Eles são a última que eu conheci. Eu acho que Ben Gibbard é um poeta dos tempos modernos. Eu presto atenção nas letras também, e o conteúdo do Death Cab é bastante elevado.

MusicRadar: Cite um músico ou um baixista que você goste, que deixariam as pessoas surpresas?

John Myung: Eu não sei! (risos). Isso é engraçado. Hmm, deixe-me pensar. Bem, eu voltaria para o Death Cab For Cutie. A parte de baixo em “I Will Possess Your Heart” tem um groove maldito. É quase hipnótico, é incrível. Eu acho que pode surpreender as pessoas.

Leia a entrevista completa (em inglês) no MusicRadar.

http://www.musicradar.com/news/drums/interview-dream-theater…

Fonte: musicradar.com

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